Quem somos

Nossa história

Uma história de amor que começou num olhar na praia, passou por uma queda difícil e recomeçou com uma perua que, como a Tia Dê gosta de dizer, veio de uma oração.

Tia Dê e Tio Waltinho
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Onde tudo começou

A Denise e o Walter se conheceram em 1990, na praia. Uma amiga chegou a avisar: “amor de praia não dá certo”. Mais de trinta anos depois, os dois ainda riem disso.

“A gente se entende pelo olhar. Até hoje.”

Vieram os dois pra São Paulo, o Walter trabalhou na Associação Paulista de Medicina e a Denise, como secretária. Desde o começo se entenderam bem, em todos os sentidos. Tiveram altos e baixos, como todo casal. “Mas o amor supera tudo. Eu sou paciente, não jogo tudo pra cima na primeira dificuldade, por isso a gente está junto.” Demoraram um tempinho pra casar no papel. Mas casaram.

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Quando a vida virou de cabeça pra baixo

Num mesmo ano, e praticamente no mesmo dia, os dois foram mandados embora dos seus empregos de escritório. De uma hora pra outra, o casal se viu sem perspectiva nenhuma.

“Ficamos desanimados, tristes. Era a mesma época, os dois sem emprego, e a gente não conseguia encontrar nada.” Foi o momento mais difícil da história deles, e também, sem que soubessem ainda, o começo de tudo.

A perua de churros da Tia Dê e do Tio Waltinho
A perua que mudou tudo, hoje um pedaço da história do bairro.
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A perua que veio de uma oração

Um vizinho, vendo a tristeza do casal, apareceu com uma ideia: o antigo dono de uma perua de churros tinha mudado de ramo, foi mexer com perfume, não queria mais saber de gordura, e queria vender.

Sempre foram de escritório, não sabiam nada daquilo. Mesmo assim, toparam. A perua chegou imunda, sem documentação, com o motor estragado. “Quando a gente viu, quase chorou de tão suja que estava.” Passaram uma semana inteira limpando, jogaram fora o que não prestava, consertaram tudo e foram pagando a perua com o próprio trabalho.

“Eu passei um dia chorando, pedindo a Deus uma luz. No dia seguinte, a perua apareceu. Foi resposta de oração.”

De lá pra cá, já são mais de 20 anos. Passou tanta gente pela vida deles, “tanta criança que hoje é mãe, é pai”. As crianças cresceram, se formaram, e continuam voltando. “A gente faz parte da memória afetiva deles. Eu chamo eles de as minhas crianças.”

No que a gente acredita

Missão, visão e valores

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Missão

Levar um churros quentinho, feito à mão e com carinho, pra alegrar o dia das famílias do bairro, e seguir fazendo parte da memória afetiva de cada criança que passa pela nossa perua.

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Visão

Ser um dos churros mais queridos de São Paulo, presente nos pontos fixos da Kombi e nas festas, crescendo sem nunca perder o capricho e o carinho de sempre.

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Valores

O que a gente carrega desde o primeiro dia, mesmo nos mais difíceis.

Carinho de verdade“As minhas crianças” não é força de expressão.
FéComeçamos com uma oração, e não esquecemos disso.
CompanheirismoO amor que supera, todo dia, há mais de 30 anos.
Capricho e higieneA gente sabe o que é limpar de verdade. Asseio é inegociável.
HonestidadeTrabalho pago com trabalho, sem enrolação.
ComunidadeMais de 20 anos fazendo parte da história do bairro.